Imaginário Pianista


As estrelas estavam esparramadas no céu e junto delas, a lua, destacando-se com seu
brilho imensurável, atraindo olhares perdidos. Uma estranha garota roubara todo aquele brilho lunar
e colocara em seu olhar. Depois, suspirou fundo e sentiu no peito, seu jovem coração
afoito, bater mais rápido, tirando-lhe o folêgo. Adentrou o salão, sentiu algo
como um calafrio, não sabia dizer se aquilo agradáva-lhe ou apenas a deixava
ainda mais suspensa diante de tantas emoções inexplicáveis. Mas que ironia!
Nada havia ela marcado, quiçá agendado para aquela noite. Como conto de
fadas, apenas ouviu logo pela manhã o canto dos pássaros, inspirando-a a ser feliz,
pelo menos daquela noite. No infinito daquele salão ouviu a melodia suave
de um piano fazer-se presente em seus ouvidos, em sua mente. Fechou os
olhos lentamente enquanto suspirava de modo a sentir cada novo aroma
presente. Caminhou em direção a melodia, passo a passo foi percebendo
que a música remetia a infânfia, um sentimento nostálgico mas sereno
deixou sua noite ainda mais especial. Chegou ao pé do piano, que iluminado
à luz de velas parecia ainda mais bonito. Mas para surpresa da garota ninguém
era responsável por toda aquela música majestosa. Ela, absorta, parou de
pensar, como se isso fosse possível. Deitou e adormeceu ali mesmo, enquanto
era hipnotizada pelas lembranças. Dormiu, quem sabe acordou, afinal a diferença
entre o real e o imaginário só existe dentro de nós e pertence somente a nós.

4 comentários:

Anônimo 26 de janeiro de 2010 08:36  
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Anônimo 30 de janeiro de 2010 16:05  
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bekaa 30 de janeiro de 2010 19:28  

noosa..impressionante como a música meche com nós.

ameei, voce escreve mtt beem!

Anônimo 12 de fevereiro de 2010 07:16  
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About this blog


Não há sentido em decifrar o que há dentro de cada um. Cada cenário diz respeito apenas ao ator que o utiliza como meio de brilhar, imaginar, como ferramenta para existir dento de si.

Aline Ribeiro Cunha.

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"O coração da mulher é assim; parece feito de palha, incendeia-se com facilidade, produz muita fumaça, mas em cinco minutos é tudo cinza que o mais leve sopro espalha e desvanece." Manuel Antônio de Almeida

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